22 janeiro 2007

O que queres ser quando fores grande?

Encontrei a resposta a esta pergunta que origina respostas como astronauta, médico, veterinária ou "jogador da bola". A resposta deixa-me motivado para ser crescer e ser grande todos os dias!
Quando for grande quero ser FELIZ... E não é isso que queremos todos?

20 janeiro 2007

Fim de semana em Lisboa

Este fim de semana fui usufruir do facto de estar a viver em Lisboa, a nossa capital.

No Sábado levantei-me cedo e fui ver a partida do Lisboa-Dakar. Muito interessantes as máquinas que foram preparadas para aguentar esta prova de resistência. Verdadeiras obras de arte da engenharia. Como a largada foi bem cedo, em Belém, não podia deixar provar os Pasteis de Belém ao pequeno almoço. Pessoalmente não gosto da massa folhada que usam nem de os comer quentes. Prefiro-os menos estaladiços e já frios!

Em Belém apanhei o elétrico para o Terreiro do Paço, de onde comecei a caminhar, através do Bairro de Alfama, até à famosa Feira da Ladra.
Começando pelo bairro, Alfama é uma aldeia dentro da cidade, só que as casas têm mais andares - 4 vezes mais, geralemente. Existem aquelas merciarias e padarias típicas do meio rural e não faltam os cafés/tascas onde beber a bica. Alguns destes cafés foram transformados em restaurantes para turistas, sendo a principal e única alteração o Menu em inglês com preços inflacionados. O resto mantem-se, pois o que o turista procura são coisas típicas.

A Feira da Ladra - muito parecida com a feira de Vandoma, no Porto - só vende lixo. Ok, também vende algumas coisas antigas, mas naquela feira a diferença entre antigo e velho quase não existe! Depois os preços são indexados ao valor moral que o lixo tem para os seus vendedores, pelo que se conseguem encontrar coisas velhas mais caras que numa loja da especialidade, a estrear. Mas eu encontrei lá algo que não estava à espera. Um jogo de escalada que consistia numa parede de plástico com presas (pequenas traves e pequenas bandeiras), dois escaladores com um pequeno iman em cada mão e pois imans por pessoa para colocar nos dedos médio e indicador. As regras eram simples: usar os imans dos dedos por trás da parede para fazer o escalador subir o mais alto possível pela frente usando as presas como apoios. No mínimo original. O vendedor tentou impingir-mo por 1 euro, visto que lhe faltavam os escaladores mas não conseguiu.

Depois de almoço, dediquei-me às compras na baixa, aproveitando também para conhecer todas as ruas mais caras do Monopólio: Rossio, Rua Augusta, Rua do Ouro, Rua da Prata, Avenida da Liberdade. Passei ainda nos famosos armazens do Chiado e visitei sítios como o Elevador da Glória, Elevador de Santa Justa, todos os teatros famosos da zona (D. Maria, D. Carlos, Politiama, Coliseu, S. Jorge, D. Luís e até o Parque Mayer), finalizando o dia com um chá revigorante Yogi Tea, numa conhecida loja do Bairro Alto.


Gostei desta zona antiga da cidade. É muito bonita e tem muito para oferecer aos turístas. Muitas casas estão a ser recuperadas e cada vez mais condições são criadas para o turísmo. Lisboa tem muito potêncial e não me admirava nada que fosse uma das principais cidades turísticas da Europa, detro de poucos anos.

15 dezembro 2006

Notícias

De 19 de Dezembro de 2006 a 31 de Janeiro de 2007, vou estar a trabalhar em Linda-a-Velha.

Na primeira quinzena de Fevereiro está prevista a minha expatriação para a California!

A ver vamos...

13 dezembro 2006

no news, good news

Todos os contacteantes esperam e desesperam por notícias dos Gestores de Clientes.

Eu estou tranquilo, porque quanto mais cedo tivermos notícias do nosso Gestor de Clientes, piores estas são. Os e-mails dos Gestores de Clientes costumam estar ligados a:
  • estágios em Portugal;
  • formalidades com a empresa receptora como testes ou entrevistas telefónicas;
Enquanto não receber notícias, estou de férias e não há problemas com o meu estágio. Quando for para fazer as malas, eles avisam! Eu passo bem sem notícias do Gestor de Cliente.

02 dezembro 2006

We are going, to San Francisco


A Califórnia vai ser o meu lar para os próximos 6 meses, a contar do primeiro trimestre de 2007.

Vão cerca de 9 pessoas para a mesma zona: San Francisco. Pouco ou nada sei sobre a cidade, sobre a empresa (Outsystems), sobre os companheiros de aventura.

A cidade onde vou trabalhar fica a alguns km de San Francisco e dá pelo nome de Redwood City. Vou ser o único a trabalhar nesta cidade, mas dada a proximidade dos restantes expatriados, penso que iremos viver todos juntos. Parece que a minha vida vai dar uma volta!

E voces vão para...

E se colocassemos o nosso destino nas mãos de alguém? Foi o que fizeram 188 jovens ao assinar um contracto de estágio internacional, promovido pelo ICEP que fica com essa responsabilidade e parece que o fazem com muito gosto. Pelo menos aprenderam a fazê-lo.

A noite dos Óscares, como é conhecida a noite em que todos ficam a saber onde vão passar os próximos meses das suas vidas, é precedida de uma enorme ansiedade e é organizada para manter o suspense até ao fim.

Imaginem o que é chamar pelo nome de cerca de 10 pessoas, que se levantam diante de todos e depois, com toda a tranquilidade do mundo o orador diz: "E vocês vão para... o Reino Unido!". Ouvem-se palmas. Fica a sensação que o orador podia ter dito outro país qualquer... como por exemplo as ilhas Fifi ou o Polo Sul, mas não... "ah e tal, agora lembrei-me e vocês vão para o Reino Unido".

Depois do choque inicial, levantam-se mais de uma dezena ansiosos, conscientes de que nos próximos segundos iriam ficar a saber o seu destino. E os medos eram muitos... Badajoz, Angola, Vigo, etc. Num suspense enorme, o orador diz: "E vocês vão para... a China!". Gritos.

Foi assim durante muito tempo... As pessoas eram sorteadas para países desenvolvidos, sub-desenvolvidos, exóticos, quentes, frios, longe, perto... enfim! Traduzindo, foram pessoas para todos os países da Europa, Marrocos, Tunísia, Argélia, Argentina, Chile, México, Cuba e ainda, com algum destaque:
  • 2 pessoas para o Dubai (Emirados Árabes Unidos), incluído o meu companheiro de quarto, que teve um verdadeiro choque;
  • 1 rapariga para Tóquio, que vai ver nascer o sol antes de todos nós;
  • 2 raparigas para a Austrália (que inveja);
  • alguns para Moçambique!
  • 35 pessoas para a China, uma das quais uma colega minha que ficou em choque, ao saber que vai sozinha para Changchun, uma cidade no norte;
  • 1 rapaz para a Coreia do Sul;
Falta apenas falar num país. O país que me saiu na rifa. Depois de chamarem pelo meu nome, projectaram estabandeira na tela. Nem ouvi mais nada!

Curso de Gestão Internacional

Este curso é a primeira fase do programa Inov Contacto. Duas semanas intensas de formação num hotel em Lisboa com tudo pago. Participaram 188 jovens desconhecidos que partilhavam o mesmo destino: o mundo.

As aulas variaram entre o pouco interessantes (poucas), o divertido (algumas) e o muito interessantes (a maioria). Estavam divididas por 3 turnos que duravam o dia todo (e parte da noite também) e ocupavam até o fim de semana.

Mas quem junta 188 jovens num hotel em Lisboa, perto de sítios como as Docas, Alcântara, Santos ou Bairro Alto, tem de esperar por um 4º turno animado. O 5º turno (usado para dormir) interceptava por vezes os primeiros turnos do dia.


Toda a gente fez amigos, desde os companheiros de quarto aos companheiros de mesa, sector, cidade, jantar, sofá, curso, etc. Qualquer coisa era pretexto para meter conversa e conhecer pessoas. Todos os dias conhecemos pessoas novas!

11 novembro 2006

Este ano

Para não me esquecer do que fiz este ano, deixo aqui um resumo:
  • Orientação: deve ter começado no final do ano passado ou nos primeiros dias de Janeiro. A estreia foi na prova das Gafanhas, com um lugar no pódium. A partir daí foi sempre a subir, terminando no Ori-Estarreja com um 2º lugar em Séniores B na prova de Vila Real, no final do 1º trimestre.
  • Alpinismo: na Páscoa juntei-me aos aventureiros do Núcleo de Montanha de Espinho e subi ao Toubkal (4167m). Foi uma aventura fantástica por terras marroquinas!
  • Escalada: com os fins de semana que dediquei à Orientação, só recomecei a escalar em rocha na primavera, quando o tempo melhorou. Tive um mês de Maio com muitos encadeamentos importantes e uma Maratona de Escalada em Poios. Terminou (mesmo) com uma lesão no fantástico Encontro de Escaladores do Algarve, depois do Psico-bloc, em meados de Junho.
  • Cannyoning: lesionado, tinha de arranjar qualquer coisa para fazer. Descobri o cannyoning, com amigos da EscaladaUM. Depressa comprei um fato térmico e me tornei autónomo. Passei o mês de Agosto e Setembro no leito dos rios.
  • Bodyboard: para não limitar o uso do fato térmico ao cannyoning, comprei uma prancha de BB e lá me aventurei no mar da Praia da Barra (Aveiro). Foi a minha actividade principal na semana de férias com a família, onde nunca há muito que fazer.
  • Inter-Rail: realizei um sonho no início de Setembro: Aveiro, Vigo, Barcelona, Milão, Florença, Pisa, Roma, Bari, Patras, Atenas, Tessaloniki, Istambul, Londres, Porto.
  • Rugby: ainda por recuperar da lesão da escalada, decidi experimentar um desporto completamente novo. O Rugby Clube de Aveiro acolheu-me e ensinou-me as regras, ao que eu retribui fazendo 3 jogos pela equipa. Em 2 deles lesionei-me no pescoço (a lesão do último ainda não passou). Foi uma experiência muito enriquecedora e, infelizmente, tenho de admitir que o rugby não é desporto para mim..
Ainda estamos no início de Novembro e ainda falta a experiência mais importante deste ano: o Inov Contacto. É verdade, vou passar grande parte do próximo ano num país diferente. Espero ter muito para contar.

07 novembro 2006

Sim, mas....

Quando alguém nos responde "Sim, mas...", devemos entendê-lo como um não.

O que vem depois do "mas" são as condições para que o "sim" seja válido. São as excepções à resposta "não". Por isso, um "Não, mas..." seria o mais adequado na maioria das vezes que ouvimos esta expressão, pois na realidade não podemos fazer o que pedimos, excepto nas condições impostas.

06 novembro 2006

Será possível estar triste quando não se tem motivos para tal?

Sim, principalmente quando se está triste e não se tem motivos para tal. É muito triste estar triste sem motivos. Bem, os motivos existem, mas são tão superficiais e tão relativos que não deveriam provocar tristeza a ninguém. Mas provocam. A mim. Talvez porque tenho sido feliz.

Tudo é relativo. Certo dia de pouca chuva, o meu pai estava muito irritado com o facto do limpa-pára-brisas estar a fazer algum barulho. Esse era talvez um dos maiores problemas que tinha para resolver na vida, nesse momento. Eu, com problemas mais importantes para resolver, concluí que o meu pai estava a ficar senil.

Lembrando-me deste episódio, senti o que o meu pai sentiu. Senti o quão irritante o mais pequeno problema do mundo pode ser para nós, se este for o único problema que temos para resolver na vida. É, de facto, muito triste ficar triste sem motivo. E esse era o meu problema, ontem! Por isso estou triste (mas a recuperar).