24 abril 2008

18 aninhos!


A minha irmã faz 18 anos. Telefonei-lhe para lhe dar os parabéns e saber como tinha corrido o dia. Estava a preparar-se para o jantar de aniversário com 44 amigos! Depois tinha combinado ir para o Bar do Lago, ao que o meu pai disse: "Minha menina, à meia noite quero-te em casa!". Depois de termos falado da prenda que andava à procura para ela, diz-me: "Oh mano, telefona ao pai para ele me deixar chegar mais tarde!".

Mais uns meses e isso passa-lhe.

15 abril 2008

Os saltos continuam

Para colorir um pouco este blog, deixo umas fotos "originais" que continuam a fazer sucesso e a impressionar pelo resultado. Já são uma imagem de marca.

Rui no final de uma tarde de escalada na Guia, depois de ter passado a manhã a olhar para um mar flat onde eu queria fazer body-board. Acabou por ser um fim-de-semana só de escalada, mas marcado pela queda de muitas pedras nas falésias portuguesas, desde pequenos calhaus importantes para a execução de vias, até grandes pedregulhos que poderiam esmagar a vida que qualquer um.

João Neto, numa festa de aniversário entre escaladores, em plena praia da Costa da Caparica. Um café bastou para eu aguentar até às 5h ao lado do bêbado mais divertido da praia, quando todos já tinham sucumbido à maresia. Esta foto foi tirada durante o percurso até ao carro (cerca de 100 metros) que nos demorou cerca de 1 hora, provando que é possível fazer imensas coisas num curto espaço de tempo distância mesmo. Foi um fim-de-semana também repleto de escalada e de encadeamentos.

13 abril 2008

Deja vu

O CEO da empresa almoçou na minha mesa, lá no shopping do edifício da empresa. Nos meus primeiros dias como estagiário, há mais de um ano, tive igual prazer da sua companhia. Desta vez quase não trocamos palavra, mas da altura fez-me um inquérito, tipo background check, tão apertado que não se falou doutra coisa na minha equipa durante a tarde. Eu achei normal o CEO querer saber tudo sobre um estagiário que foi escolhido por terceiros para representar a empresa no estrangeiro, num mercado como os EUA. Hoje, apesar de continuar a achar normal o seu comportamento, compreendo-o melhor e partilho do alvoroço vivido pela minha equipa no ano passado.

A importância das redes sociais

Os contactos são muito importantes. Tenho aprendido isso, principalmente desde há um ano.

Ao nível empresarial é mais do que óbvia a vantagem das redes de contactos. Aliás, é para isso que servem grande parte das feiras e eventos empresariais, as conferências e principalmente os coffee breaks e jantares das mesmas. Conversando sobre os seus interesses, os empresários encontram sinergias e dão-se a conhecer a si e ao seu produto. Objectivo: dar-se a conhecer para serem reconhecidos. Estou a ser claro?

A importância de uma rede de amigos na nossa vida tem igual ou superior importância e todos a devemos cultivar para que seja grande e forte. Mas será que temos consciência disso? Há outros povos e culturas que têm essa consciência e socialmente organizam-se em eventos única e exclusivamente para se conhecerem, aproveitando todo e qualquer ponto em comum. Sem misturar aqui as redes sociais na Internet, em Portugal isso resume-se a não perder o contacto com os amigos da escola, da universidade ou de uma ou outra actividade que tenhamos participado e que muitas vezes se resume a contactos electrónicos. Pior ainda, não se valoriza essa ligação (por mais pequena que seja) com um grupo de pessoas que pode ter muito para dar (e para receber, obviamente). Dois exemplos:
  1. fiz um grande esforço para comparecer a um pequeno jantar de ex-colegas de curso. Já não via alguns deles há uns anos e nada sabia do rumo das suas vidas. Um deles descobriu que eu estou a trabalhar numa empresa que usa metodologias de desenvolvimento que ele está a estudar no seu mestrado. Ficou a vontade de trocar-mos ideias mais seriamente.
  2. alguns responsáveis de um Curso de Liderança que frequentei, tomaram a iniciativa de fazer um grupo/clube/associação com todos os "líderes" de todos os anos. Achei a ideia interessante e promovi-a junto dos 20 colegas do meu ano, os quais juntei numa mailing list mal acabou o curso. Ninguém esboçou o mais pequeno interesse e não obtive respostas.
Tenho de confessar que já participei em alguns eventos de socialização (nos EUA, onde mais poderia ser) e notei a vontade de certas pessoas em estabelecer contactos, em criar uma rede de amigos conhecidos, ainda que com a única intenção de se auto-promoverem. Não as condeno. Pelo menos são espertos e fazem pela vida.

Basicamente, os jovens de hoje em dia são agregados à rede social da família e quando deixam a casa dos pais nem são capazes de a manter. Ficam limitados aos amigos da escola, universidade e trabalho. Perdem uma rede social de confiança que leva gerações a ser criada. Já nem os vizinhos conhecem! Querem ser independentes e acabam por confundir autonomia com isolamento.

Vá agarrem todas as oportunidades para manterem o contacto com o maior número de pessoas que conhecem pois a qualquer momento podem surgir sinergias capazes de mudar a vida de uma pessoa. Cultivem a vossa rede social!

Se tiverem uma mensagem importante a comunicar, quantas pessoas conseguem alcançar? Bem-vindos à minha rede!

07 abril 2008

Chuveiro de ideias

No duche, entre o champô e o gel de banho, podem surgir ideias inovadoras, a resolução para os problema do trabalho ou até a fundamentação para uma decisão na nossa vida. Mas, entre a toalha e o quarto, tudo se esquece. Com certeza que reconhecem esta sequência de acontecimentos naqueles sonhos fantásticos que, por altura do pequeno almoço, já não fazem sentido.

Penso que a explicação pode estar no estado de relaxamento que o nosso cérebro se encontra em ambas as situações, podendo imaginar e criar cenários fantásticos mas extremamente voláteis.

O simples facto de encarar as ideias no chuveiro como boas ideias que certamente nos vamos esquecer, é o suficiente para logo as gravarmos num cantinho do cérebro e mais tarde recordá-las. Não estamos suficientemente conscientes para o fazer relativamente ao sonho enquanto dormimos, mas no chuveiro quem comanda a mente ainda somos nós!

Tenham isto em mente amanhã de manhã quando esfregarem o gel de banho pelo corpo e não se esqueçam de gravar essas ideias senão vão (literalmente) pelo cano abaixo.

Depois passem cá e digam se concordam ou discordam desta teoria construida no chuveiro! Aceitam o desafio?

Post do mês

A baixa frequência de actualizações não é devida à escassez de ideias (muito pelo contrário). Trata-se de um problema de prioridades e hoje tirei o dia para redefini-las.

Quando a escrita de um post passa para segundo plano em relação a comer, dormir, trabalhar ou escalar.... tenho um problema de motivação!

Quando digo que tenho tido muitas ideias mas não me consigo lembrar de nenhumas. Não as escrevo, depois esqueço-me. Tenciono alterar isto.

Por último, quando escrevemos um texto como este e, depois de o ler, decidimos não o publicar, sofremos de um problema grave de falta de confiança. (nota para o autor: quero ver se apagas isto agora)

Como podem ver isto não está fácil. Vamos ver se consigo sair desta!

05 março 2008

Bons velhos tempos

O mês de Fevereiro não foi bom. Começou mal, com umas péssimas férias de carnaval, e acabou pior, com uma directa a trabalhar, depois de uma semana de muitas horas de trabalho.

Acabei o mês a pensar o meu estágio, especialmente num dia em que cheguei a San Francisco, vindo do trabalho, no comboio da meia-noite. No dia seguinte teria de estar na estação às 6h da manhã, mas antes disso ainda teria de pedalar 30min até casa, engomar a camisa para o dia seguinte e dormir algumas horas. Cantarolei enquanto pedalava colina acima de computador às costas na minha minúscula bicicleta. Cheguei a casa, telefonei para Portugal a dar os bons dias enquanto engomava a camisa, dormi um pouco e saltei da cama ainda o sol não tinha nascido, fresco como uma alface, com esta vista fantástica da janela do meu quarto.

Fazia-o com amor à camisola, quer esta tivesse as cores da minha empresa ou do país que eu representava. Na verdade, talvez o simples facto da camisola ser minha fosse a causa de tal dedicação, pois devemos amar a nossa camisola, qualquer que seja a sua cor.

05 fevereiro 2008

Identidade

Estou com uma nova crise de identidade como blogger. A minha tendência é para fazer deste blog um Californing mas em Lisboa (o nome diz tudo, não é?).
No Californing tentava fazer apenas o relato de viagens e experiências relativas à California, evitando falar de assuntos da actualidade ou artigos de opinião. No Lisboning gostava de fazer o oposto, evitando posts com relatos de actividades de fim-de-semana e produzir conteúdo mais interessante e útil. Mas esta é que é a dificuldade! Que tipo de posts? Tornar este blog temático?

Penso que a solução aparecerá sozinha. Vou produzir posts com relatos de fim-de-semana (ao estilo Californing) pois dá um toque pessoal ao blog e anima isto um bocadinho. Vou tentar produzir posts técnicos, posts de opinião e posts genéricos, pois é isso que quero experimentar. Vou tentar cumprir o objectivo de acrescentar algo de novo à blogosfera e não replicar as modas do momento!

Haja disponibilidade!

30 janeiro 2008

Sporting vs Penafiel

Voltei a assistir a um jogo de futebol num estádio, vários anos depois da última vez que nem me lembro quando foi! A vinda do clube da minha terra à cidade onde moro, para jogar com o clube que simpatizo valeram os €10 do bilhete.
Foi um bonito espectáculo, com 4 golos (infelizmente só um para o Penafiel) que começou cedo e acabou cedo, dando para treinar escalada no final do jogo, sem sequer sair do estádio!

13 janeiro 2008

A noite no Bairro Alto

Moro no Bairro Alto e apesar de passar por uma das zonas nocturnas mais famosas da capital todos os dias para ir trabalhar, ainda só passei por lá à noite 2 vezes. De ambas as vezes fui sozinho, só para ver o ambiente...

Serve o presente post para fazer um balanço das minhas idas ao Bairro relativamente ao número de vezes que:
  • droga me foi oferecida
  • homossexuais me assediaram
  • gajas me vieram pedir indicações para um bar
Algumas notas:
  • quando me oferecem droga, eu ignoro-os completamente, o que os levava a tentar uma segunda vez, em inglês;
  • os assédios foram quase todos verbais, com a excepção de um que incluiu uma mão no meu rabo;
  • apesar de não conhecer o bairro, consegui dar direcções exactas para o bar pretendido;
Prometo actualizar o gráfico da próxima vez que for sozinho ao Bairro Alto.