- Orientação: deve ter começado no final do ano passado ou nos primeiros dias de Janeiro. A estreia foi na prova das Gafanhas, com um lugar no pódium. A partir daí foi sempre a subir, terminando no Ori-Estarreja com um 2º lugar em Séniores B na prova de Vila Real, no final do 1º trimestre.
- Alpinismo: na Páscoa juntei-me aos aventureiros do Núcleo de Montanha de Espinho e subi ao Toubkal (4167m). Foi uma aventura fantástica por terras marroquinas!
- Escalada: com os fins de semana que dediquei à Orientação, só recomecei a escalar em rocha na primavera, quando o tempo melhorou. Tive um mês de Maio com muitos encadeamentos importantes e uma Maratona de Escalada em Poios. Terminou (mesmo) com uma lesão no fantástico Encontro de Escaladores do Algarve, depois do Psico-bloc, em meados de Junho.
- Cannyoning: lesionado, tinha de arranjar qualquer coisa para fazer. Descobri o cannyoning, com amigos da EscaladaUM. Depressa comprei um fato térmico e me tornei autónomo. Passei o mês de Agosto e Setembro no leito dos rios.
- Bodyboard: para não limitar o uso do fato térmico ao cannyoning, comprei uma prancha de BB e lá me aventurei no mar da Praia da Barra (Aveiro). Foi a minha actividade principal na semana de férias com a família, onde nunca há muito que fazer.
- Inter-Rail: realizei um sonho no início de Setembro: Aveiro, Vigo, Barcelona, Milão, Florença, Pisa, Roma, Bari, Patras, Atenas, Tessaloniki, Istambul, Londres, Porto.
- Rugby: ainda por recuperar da lesão da escalada, decidi experimentar um desporto completamente novo. O Rugby Clube de Aveiro acolheu-me e ensinou-me as regras, ao que eu retribui fazendo 3 jogos pela equipa. Em 2 deles lesionei-me no pescoço (a lesão do último ainda não passou). Foi uma experiência muito enriquecedora e, infelizmente, tenho de admitir que o rugby não é desporto para mim..
11 novembro 2006
Este ano
Para não me esquecer do que fiz este ano, deixo aqui um resumo:
07 novembro 2006
Sim, mas....
Quando alguém nos responde "Sim, mas...", devemos entendê-lo como um não.
O que vem depois do "mas" são as condições para que o "sim" seja válido. São as excepções à resposta "não". Por isso, um "Não, mas..." seria o mais adequado na maioria das vezes que ouvimos esta expressão, pois na realidade não podemos fazer o que pedimos, excepto nas condições impostas.
O que vem depois do "mas" são as condições para que o "sim" seja válido. São as excepções à resposta "não". Por isso, um "Não, mas..." seria o mais adequado na maioria das vezes que ouvimos esta expressão, pois na realidade não podemos fazer o que pedimos, excepto nas condições impostas.
06 novembro 2006
Será possível estar triste quando não se tem motivos para tal?
Sim, principalmente quando se está triste e não se tem motivos para tal. É muito triste estar triste sem motivos. Bem, os motivos existem, mas são tão superficiais e tão relativos que não deveriam provocar tristeza a ninguém. Mas provocam. A mim. Talvez porque tenho sido feliz.
Tudo é relativo. Certo dia de pouca chuva, o meu pai estava muito irritado com o facto do limpa-pára-brisas estar a fazer algum barulho. Esse era talvez um dos maiores problemas que tinha para resolver na vida, nesse momento. Eu, com problemas mais importantes para resolver, concluí que o meu pai estava a ficar senil.
Lembrando-me deste episódio, senti o que o meu p
ai sentiu. Senti o quão irritante o mais pequeno problema do mundo pode ser para nós, se este for o único problema que temos para resolver na vida. É, de facto, muito triste ficar triste sem motivo. E esse era o meu problema, ontem! Por isso estou triste (mas a recuperar).
Tudo é relativo. Certo dia de pouca chuva, o meu pai estava muito irritado com o facto do limpa-pára-brisas estar a fazer algum barulho. Esse era talvez um dos maiores problemas que tinha para resolver na vida, nesse momento. Eu, com problemas mais importantes para resolver, concluí que o meu pai estava a ficar senil.
Lembrando-me deste episódio, senti o que o meu p
ai sentiu. Senti o quão irritante o mais pequeno problema do mundo pode ser para nós, se este for o único problema que temos para resolver na vida. É, de facto, muito triste ficar triste sem motivo. E esse era o meu problema, ontem! Por isso estou triste (mas a recuperar).18 outubro 2006
Ando metido no Rugby
Podia-me ter metido em muitas coisas... mas desta vez, meti-me no Rugby!
O meu interesse pela modalidade não era relevante. Foi a oportunidade me levou a experimentar. Quando se experimenta algo de novo, a curva de aprendizagem é muito acentuada. Tudo é novo. Assimilamos uma quantidade enorme de informação (regras, posições, nomes, tácticas, técnicas).
O meu interesse pela modalidade não era relevante. Foi a oportunidade me levou a experimentar. Quando se experimenta algo de novo, a curva de aprendizagem é muito acentuada. Tudo é novo. Assimilamos uma quantidade enorme de informação (regras, posições, nomes, tácticas, técnicas).
Obesidade vs Fome
Barry Popkin, professor da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, diz que existem mil milhões de obesos no Mundo e 800 milhões de pessoas subnutridas, numa população mundial que ronda os 6,5 mil milhões.
in Correio da Manhã
Há quem não tenha dinheiro para comer.
Há quem gaste (muito) dinheiro para não comer!
16 agosto 2006
Lavar sapatilhas na máquina
A publicidade a detergentes de lavar roupa referem, muitas vezes, que mesmo a temperaturas baixas, retiram todas as nódoas. Para mim, temperaturas baixas é água fria, mas no mundo das lavagens de roupa, baixa temperatura ronda os 30 ou 40 graus.
Outro dado que eu tenho como adquirido diz respeito à proporcionalidade entre a temperatura da água e o resultado da lavagem. Quanto mais quente estiver a água, melhores os resultados.
Com estes dois pensamentos, decidi lavar muito bem as minhas sapatilhas. Olho para o regulador de temperatura da minha máquina de lavar roupa e vejo uns fantásticos 95 graus. Selecciono o programa da roupa muito suja, coloco o regulador nos 95 graus, despeço-me das minhas sapatilhas e ligo a máquina.
Três pares de sapatilhas às voltas no tambor da máquina fazem barulho, o que levou os restantes habitantes do meu apartamento a dar uma olhadela à caldeira... errrhh, à máquina de lavar roupa.
Antes da centrifugação alertaram-me para o facto de haverem demasiadas peças às voltas e que uma das sapatilhas parecia "torta"... curioso fui espreitar, mas a centrifugação tinha começado. No entanto eu via o que pareciam ser umas solas às voltas.... Esperei, interrompi o programa e tentei abrir a porta.
Eram realmente solas que tinha avistado momentos antes. Retirei o que restava do primeiro par de sapatilhas. Estas não eram muito queridas e tinham (ainda) nódoas verdes sobre o branco das sapatilhas. O segundo par, umas sapatilhas de corrida, tinham a biqueira descolada, dando um péssimo aspecto. estavam também algo deformadas e tinhas as marcas do tambor por toda a sola. Por fim, as minhas sapatilhas de montanha.... Estas foram as que menos sofreram. Estão bastante deformadas e se puxar pela sola, ela descola!!
O que aconteceu foi obvio: a temperatura foi suficiente para descolar as solas e para aquecer a borracha ao ponto de ficar marcada e deformada na centrifugação.

Alguém me pode explicar em que situações devemos regular a temperatura de lavagem para 95 graus?
Outro dado que eu tenho como adquirido diz respeito à proporcionalidade entre a temperatura da água e o resultado da lavagem. Quanto mais quente estiver a água, melhores os resultados.
Com estes dois pensamentos, decidi lavar muito bem as minhas sapatilhas. Olho para o regulador de temperatura da minha máquina de lavar roupa e vejo uns fantásticos 95 graus. Selecciono o programa da roupa muito suja, coloco o regulador nos 95 graus, despeço-me das minhas sapatilhas e ligo a máquina.
Três pares de sapatilhas às voltas no tambor da máquina fazem barulho, o que levou os restantes habitantes do meu apartamento a dar uma olhadela à caldeira... errrhh, à máquina de lavar roupa.
Antes da centrifugação alertaram-me para o facto de haverem demasiadas peças às voltas e que uma das sapatilhas parecia "torta"... curioso fui espreitar, mas a centrifugação tinha começado. No entanto eu via o que pareciam ser umas solas às voltas.... Esperei, interrompi o programa e tentei abrir a porta.
Eram realmente solas que tinha avistado momentos antes. Retirei o que restava do primeiro par de sapatilhas. Estas não eram muito queridas e tinham (ainda) nódoas verdes sobre o branco das sapatilhas. O segundo par, umas sapatilhas de corrida, tinham a biqueira descolada, dando um péssimo aspecto. estavam também algo deformadas e tinhas as marcas do tambor por toda a sola. Por fim, as minhas sapatilhas de montanha.... Estas foram as que menos sofreram. Estão bastante deformadas e se puxar pela sola, ela descola!!
O que aconteceu foi obvio: a temperatura foi suficiente para descolar as solas e para aquecer a borracha ao ponto de ficar marcada e deformada na centrifugação.

Alguém me pode explicar em que situações devemos regular a temperatura de lavagem para 95 graus?
02 agosto 2006
Passadeira de Flores
Este fim-de-semana fiz parte de algo muito tradicional, de uma actividade que associo às pequenas aldeias, aos grandes acontecimentos e ao século passado!
Um padre recém ordenado realizou a sua missa nova na Igreja Matriz, que fica a cerca de 500m de sua casa. A missão dos conterrâneos foi preencher este caminho com uma faixa de 1m de largura de flores: uma passadeira de flores.
O trânsito foi cortado, flores foram colhidas durante toda a semana, molduras desenhavam corações, cálices e cruzes, prontas a serem preenchidas de flores pelas mãos de quem saiu à rua para ajudar. E foram bastantes as pessoas que se mobilizaram, voluntáriamente, para um trabalho tão cansativo com recompensador.
No fim, foi bonito ver um amigo de longa data, descer com a família pela zona antiga da cidade, sempre com flores debaixo dos pés, ao som dos aplausos dos habitantes da sua paróquia. Realizou uma missa muito bonita e, no fim, como manda a tradição, a assembleia beijou-lhe as mãos, no ritual do beija-mãos.
Um padre recém ordenado realizou a sua missa nova na Igreja Matriz, que fica a cerca de 500m de sua casa. A missão dos conterrâneos foi preencher este caminho com uma faixa de 1m de largura de flores: uma passadeira de flores.
O trânsito foi cortado, flores foram colhidas durante toda a semana, molduras desenhavam corações, cálices e cruzes, prontas a serem preenchidas de flores pelas mãos de quem saiu à rua para ajudar. E foram bastantes as pessoas que se mobilizaram, voluntáriamente, para um trabalho tão cansativo com recompensador.
No fim, foi bonito ver um amigo de longa data, descer com a família pela zona antiga da cidade, sempre com flores debaixo dos pés, ao som dos aplausos dos habitantes da sua paróquia. Realizou uma missa muito bonita e, no fim, como manda a tradição, a assembleia beijou-lhe as mãos, no ritual do beija-mãos.
17 julho 2006
Ah... seu Cabrum
Este fim-de-semana fui experimentar uma nova modalidade: Canyoning.
O local escolhido foi o rio Cabrum, um afluente do rio Douro, entre os concelhos de Cinfães e Resende.
As condições eram as ideais para iniciação:
A cor da água provava que havia vida, muita vida naquele rio, tanta vida que não nos deixava ver o fundo (mesmo que estivesse a uns escassos 50cm da superfície). Por vezes, depois de nadar entre as diversas formas de vida, era necessário retirar outras pequenas formas de vida que ficavam agarradas ao corpo...

Haviam também aquelas formas de vida verdes, que nos fazem escorregar quando as calcamos (e fizeram mesmo), mas em muito menor quantidade no leito do rio...
Com o acentuar do desnível, a água ganhou velocidade e limpidez, formando por vezes cascatas com 5, 10 ou 25 metros. Aqui entra a actividade radical.

Fazer um rappel com a corda molhada, mãos molhadas, pés molhados, superfície molhada (e escorregadia), não é tarefa fácil. Assusta-me pensar que existem diversas empresas que vendem descidas de rios como este (canyoning) a pessoas inexperientes, inconscientes e, muitas vezes, à procura dos limites. Esta actividade não pode ser encarada de forma leviana, ou não estaria ao nível do alpinismo ou da escalada clássica no que respeita ao perigo.
Não tenho dúvidas que as empresas operadoras de canyoning têm toda segurança necessária à prática da modalidade, mas alguma dessa segurança é confiada ao cliente. O problema é quando o cliente acha que essa segurança é redundante ou limitante. Aí vai ignorar, arriscar e comprometer a segurança de todos.
Se alguma vez pensar em fazer uma descida de um rio através de uma destas empresas, só tenho um concelho: canyoning é um desporto perigoso e é praticado em locais em que um pequeno acidente se pode transformar num grande problema de evacuação, pois geralmente a única saída fica a muitas cascatas e algumas horas de distância.
O local escolhido foi o rio Cabrum, um afluente do rio Douro, entre os concelhos de Cinfães e Resende.
As condições eram as ideais para iniciação:
- logística simples;
- grau de dificuldade acessível e gradual;
- grupo pequeno e experiente;
- muito calor;
A cor da água provava que havia vida, muita vida naquele rio, tanta vida que não nos deixava ver o fundo (mesmo que estivesse a uns escassos 50cm da superfície). Por vezes, depois de nadar entre as diversas formas de vida, era necessário retirar outras pequenas formas de vida que ficavam agarradas ao corpo...

Haviam também aquelas formas de vida verdes, que nos fazem escorregar quando as calcamos (e fizeram mesmo), mas em muito menor quantidade no leito do rio...
Com o acentuar do desnível, a água ganhou velocidade e limpidez, formando por vezes cascatas com 5, 10 ou 25 metros. Aqui entra a actividade radical.

Fazer um rappel com a corda molhada, mãos molhadas, pés molhados, superfície molhada (e escorregadia), não é tarefa fácil. Assusta-me pensar que existem diversas empresas que vendem descidas de rios como este (canyoning) a pessoas inexperientes, inconscientes e, muitas vezes, à procura dos limites. Esta actividade não pode ser encarada de forma leviana, ou não estaria ao nível do alpinismo ou da escalada clássica no que respeita ao perigo.
Não tenho dúvidas que as empresas operadoras de canyoning têm toda segurança necessária à prática da modalidade, mas alguma dessa segurança é confiada ao cliente. O problema é quando o cliente acha que essa segurança é redundante ou limitante. Aí vai ignorar, arriscar e comprometer a segurança de todos.
Se alguma vez pensar em fazer uma descida de um rio através de uma destas empresas, só tenho um concelho: canyoning é um desporto perigoso e é praticado em locais em que um pequeno acidente se pode transformar num grande problema de evacuação, pois geralmente a única saída fica a muitas cascatas e algumas horas de distância.
02 julho 2006
Linha Azul
Realizei algo que já ambicionava há bastante tempo. Percorri a não muito famosa Linha Azul.
Para quem não sabe, a costa de Gaia (cerca de 15Km de extensão) possui um passadiço único!
Aproveitando as traves de madeira da linha férrea entretanto desactivada e um grande investimento em reordenamento da costa, é possível percorrer toda a costa num belo passeio a pé (ou a correr), com o mar à vista.
Quem conheceu as praias de Gaia num passado recente (10 anos) não as reconheceria hoje! A beleza da paisagem sempre lá esteve, mas a Linha Azul dá-nos a oportunidade de participarmos nela.
Resta dizer que para realizar esta aventura, acordei em Aveiro às 7h da manhã, segui de comboio até à estação de São Bento e desci ao Cais de Gaia. Às 9h iniciei a minha corrida, parando 10min em Salgueiros para visitar a família, 10min no Sr. da Pedra para contemplar a paisagem (estava cansado), e na Granja para recuperar o fôlego. Às 11h30 estava em Espinho.
Uma nota especial para o percurso entre o Cais de Gaia e a Afurada, pois tornaram possível o convívio entre trânsito automóvel, pescadores e peões num espaço reduzido e de difícil intervenção!
Para quem não sabe, a costa de Gaia (cerca de 15Km de extensão) possui um passadiço único!
Aproveitando as traves de madeira da linha férrea entretanto desactivada e um grande investimento em reordenamento da costa, é possível percorrer toda a costa num belo passeio a pé (ou a correr), com o mar à vista.
Quem conheceu as praias de Gaia num passado recente (10 anos) não as reconheceria hoje! A beleza da paisagem sempre lá esteve, mas a Linha Azul dá-nos a oportunidade de participarmos nela.
Resta dizer que para realizar esta aventura, acordei em Aveiro às 7h da manhã, segui de comboio até à estação de São Bento e desci ao Cais de Gaia. Às 9h iniciei a minha corrida, parando 10min em Salgueiros para visitar a família, 10min no Sr. da Pedra para contemplar a paisagem (estava cansado), e na Granja para recuperar o fôlego. Às 11h30 estava em Espinho.
Uma nota especial para o percurso entre o Cais de Gaia e a Afurada, pois tornaram possível o convívio entre trânsito automóvel, pescadores e peões num espaço reduzido e de difícil intervenção!


