07 agosto 2009

Férias de Verão em Vila Praia de Âncora

Este ano as férias em Vila Praia de Âncora não foram tão divertidas como no ano passado, mas também me fartei de fazer actividades, para além do canyoning e do kayak.

Voltei, como não podia deixar de ser, a Vila Nova de Cerveira para escalar, mas desta vez levei a família toda, avós e tios incluídos!

Avó, Tia e restante família a verem-nos a escalar

Estavam todos a rir porque eu consegui convencer a minha tia a experimentar a escalada. Ela é a pessoa que mais "torce o nariz" sempre que vou escalar! Por ela poderia certamente queimar todo o material de escalar e até já deve ter feito algumas promessas para eu deixar de escalar... Vai ter sorte, pois não as precisará de cumprir!

A minha tia preparada para escalar

Escalou 30 centímetros. Um record pessoal certamente! Acho que a pequena Leonor escalou bem mais do que ela, pelo menos em proporção!

Pequena Leonor, com uma técnica muito intuitiva

Mais surpreendente que a Leonor, só a sua mãe. A Maria escalou todas as vias do pequeno monolito de Cerveira sem qualquer dificuldade! Arriscaria dizer que, se a levasse a um 6a ou 6b em rocha, pouco técnico, ela o faria sem dificuldade!

Maria, a estrear-se na escalada com grande estilo

Depois da escalada, como não podia deixar de ser, uma visita aos jogos de água instalados a poucas dezenas de metros da escalada. Os mais velhos já tinham regressado a casa, mas os mais novos não dispensavam umas brincadeiras bem refrescantes!

Eu no meu "jogo de água" preferido

A minha afilhada a posar para a foto!

Além do passeio por Cerveira, do canyoning (2 dias) e da descida do Rio Neiva, passei o restante tempo entre a praia, os passeios de bicicleta e a comida...

Almoçarada típica em tempo de férias: "Arroz de Cabidela"

Saltos em Vila Praia de Âncora

Marco, na "Casa do Marco"

Para o ano espero sinceramente que seja diferente. Tenho de encarar estas férias com outra atitude e procurar alternativas mais consensuais e mais colectivas. Pró ano há mais!

06 agosto 2009

Kayak no Rio Neiva

A Isabel organizou, a partir de Lisboa, uma fantástica descida do Rio Neiva, de kayak. Pelos vistos já o tinha feito à alguns anos com a família e quis repetir o percurso.

Rio Neiva

A princípio foi difícil arranjar interessados, mas já perto do dia da descida a Isabel fartou-se de telefonar à empresa onde alugou os kayaks a pedir mais e mais lugares, juntando no total umas 14 pessoas.

Os 10 marinheiros que iniciaram a descida

E em que consistia esta descida? Para mim era algo de totalmente novo. Em enormes kayaks de duas pessoas teríamos de transpor pequenas presas de água que abasteciam os muitos moinhos que aproveitavam a força do rio Neiva para moer o milho.

Fora dos kayaks, a transpor uma das primeiras presas

Ao início ainda pegamos nos kayaks à mao, para as transpor, mas assim que conseguimos passar por cima da primeira "levada", já não queriamos outra coisa e com alguns empurrões, transpusemos quase todas as levadas do rio.

Primeira levada que passamos sem sair do Kayak

Tiago, Marco e Helena a transpor mais uma levada

Passagem mais arriscada, que acabou com o "capotanço" do kayak

A meio paramos para um almoço volante. Primeiro comemos algumas sandes que trouxemos nos boiões, mas depois, com a chegada de mais 4 pessoas que se juntaram a nós para descer o rio, vieram também os "restos" (e não só) de um aniversário de uma prima da Isabel no dia anterior. Então foi encher a barriga de febras acabadas de grelhar, arroz, massa, sangria e melancia!

Mega almoçarada, a meio do percurso

Regressamos ao rio de barriga cheia, com o objectivo de descer mais algumas levadas... muitas levadas. Passamos a tarde a desce-las, umas melhor outras pior, mas sempre a todo o gás.

Sempre a acelerar, rio abaixo

O ritmo foi tão rápido que passadas poucas horas já estávamos no local combinado para o final. Paramos apenas para um lanche e seguimos viagem para tentarmos chegar mesmo até à foz!

Lanche numa pequena ponte que atravessava o rio

E assim foi, já no final de tarde, chegamos à última saida possível para os kayaks, antes da praia.


Foi uma aventura muito boa para passar em família! Rio muito divertido e bastante físico pois deixou toda a gente com uma enorme dor de braços no dia seguinte. Uma excelente forma de conviver em família nas sempre monótonas férias de verão!

04 agosto 2009

Canyoning - Rio Arga

De férias em Vila Praia de Âncora e já farto de descer o Rio Âncora, procurei alternativas e, com a ajuda do EC/DC Portugal e do Canyonês, lá encontrei alguma (pouca) informação sobre o Rio Arga.


Partimos à descoberta do rio já depois de almoço, com a confiança de fazer algo simples e rápido. Depois de umas voltas à Serra de Arga, lá descobrimos uma possível entrada e entramos no rio. Pouco depois apareceram os primeiros rapeis, mal equipados, mas arriscamos descer. Após esta zona interessante, tivemos de caminhar durante o resto da tarde pelo rio cheio de vegetação e sem desníveis. Perto das 19h chegámos ao verdadeiro início do troço mais interessante para a prática de canyoning e, dado o avançar da hora, regressamos a casa.

No dia seguinte, estávamos lá outra vez, para terminar aquilo que tínhamos deixado a meio (ou nem sequer tínhamos começado). Desta vez já com máquina fotográfica, descemos pelo bonito caminho de acesso às quedas de água das penas.


Pelo caminho fomos encontrando pessoas que metiam conversa e que, depois de perceberem o que iríamos fazer, nos contavam a história de um espanhol que morreu nesse local. Todas as versões eram diferentes, envolviam bombeiros e helicópteros, mas acabavam sempre com a morte do espanhol (um fotografo descuidado) com o pulmão perfurado.


Estas histórias foram o suficiente para o Marco encontrar vários presságios pelo caminho (como uma simples escorregadela) para não fazer o canyoning.


Iniciamos o canyoning, em pleno Agosto, com tanta água que parecia Abril! Os habitantes já nos tinham dito que o rio levava muito água, mas isso só me estimulou ainda mais. E confirmou-se. O caudal do rio estava perfeito para uma tarde bem passada.


As cascatas era divertidas e todas diferentes. Umas grandes, outras mais pequenas, mas todas interessantes.



Numa delas fizemos asneira: deixamos a corda torcer na descida e ficou impossível de recuperar. Tive então de escalar pela corda, até à reunião, para podermos recuperar os 80m de corda estática de 11mm que levamos para o rio. Sim, 80 metros pois esquecemo-nos da corda em casa e "por acaso" eu tinha esta no carro!

Os dois estarolas

Foi um percurso muito interessante pois logo após o início começamos a rapelar uma grande sequência de cascatas e terminamos com 100 ou 200 metros de caminhada pelo leito antes de sair pela margem esquerda. Curto, bonito e lúdico com bastante água. Cinco estrelas!

Final do percurso

Logo após o final, uma nova sequência de cascatas começava, aparentemente com bastante interesse, mas eu já sabia que depois de as descer teria de atravessar muito mato para sair do fundo do vale. Ouvimos então o chamamento das muitas amoras que nos guiavam o caminho de regresso ao carro...


Eram grandes, maduras e doces. Provocaram uma demorada subida até ao carro que, por não ser 4x4, não passou por uma estrada demasiado rural. Ganhei no entanto um risco de ponta a ponta, provocado por um arbusto mais aguçado...


Balanço positivo. Recomendo este rio lúdico aos praticantes da modalidade. Mais interessante que o Rio Âncora. Aproveitem também para conhecer a região da Serra de Arga que está a apostar no turismo!

11 julho 2009

Juromenha

Já há muito tempo que estávamos para acampar em pleno Alentejo, acordar cedo e tirar fotos ao nascer do sol na planície. Este fim-de-semana concretizamos esse objectivo, pelo menos em parte!

Acabamos por não tirar nenhuma foto ao nascer do sol, primeiro porque não estávamos na orientação correcta e segundo porque ficamos até tão tarde a tirar fotografias ao firmamento que só acordamos já o sol raiava.

Tentativa para fotografar a Lua

Como estávamos pertíssimo do Rio Guadiana, fomos a banhos lá para o meio da manhã e por lá ficámos até meio da tarde!


Encontrámos um spot fantástico, com um sol quentinho e água fresquinha, elementos que alternávamos de 5 em 5 minutos. Por vezes juntávamos também umas fotos ao mergulho...


Já perceberam porque é que ficamos tanto tempo numa pequena aldeia de nome Juromenha, banhada pelo Guadiana: foram os saltos, os muitos saltos para a água fresca, debaixo de um Sol de meio-dia bem quentinho.


Claro que com tantos saltos, tanta agitação e tanto sol, a Isabel acabou por adormecer ao sol, o que lhe deu um belo "efeito camarão", da cabeça aos pés!


"Fartos" de Juromenha, lá partimos para cumprir o resto do programa do fim-de-semana, já completamente atrasados! A próxima paragem seria Vila Viçosa. E o que é que se faz em Vila Viçosa? Visita-se Paço Ducal, claro.

Depois de mais um piquenique gourmet, fizemos a visita guiada ao palácio que correu muito bem. Penso que já a tinha feito no passado, mas foi bom rever o interior desta que foi a última residência do último Rei de Portugal.

Cada vez mais atrasados, aceleramos para Marvão, onde tínhamos reservados dois lugares no Festival Gastronómico local. A publicidade ao evento tinha uma apresentação muito boa que julgamos ser enganadora, mas no local tudo se comprovou!


Excelente ambiente para terminar o dia, com muita e boa comida (e bebida também) num local fantástico e tradicional. O dia seguinte prometia...

Marvão

Para o Domingo deixamos o local que nos trouxe ao alto Alentejo: a bonita vila de Marvão. Mas antes de partir, uma vez que dormimos na base das espectaculares paredes de escalada de Escusa Lakonas, fomos escalar.

Pequeno almoço junto das vias de escalada de Escusa Lakonas

Este é um terreno privado, pelo que as paredes são mais ou menos secretas, mas houve uma fuga de informação e eu consegui obter a localização exacta das mesmas. E que paredes fantásticas! Nunca vi nada assim! Formas e movimentos totalmente diferentes do habitual, rocha de boa qualidade, vias com um excelente grau. Quero lá voltar em breve...

Seguimos então, finalmente para Marvão, mas antes ainda passamos nesta famosa estrada, digna de registo. Foi uma feliz coincidência e surpresa para nós dar de caras com esta reconhecível fotografia...


Seguimos então para Marvão, mas ainda tivemos de parar na Portagem, a pequena aldeia onde se tinha realizado no dia anterior o festival gastronómico, possuidora de uma belíssima e refrescante piscina natural!


Agora sim, finalmente, chegamos a Marvão! E que linda que a vila estava. Em comparação directa com Monsanto, esta é de longe a "aldeia mais bonita de Portugal"... pronto, vila!


Todas as ruas e casas estavam muito bem tratadas e, apesar de praticamente deserta neste Domingo, a vila, sede de concelho, tem vida própria durante a semana.


Tem também, provavelmente, o castelo mais engraçado e bem recuperado que já vi. Não está limitado a uma só muralha... tem várias interligadas. Ao centro, uma bem recuperada Torre de Menagem, bem como a cisterna principal totalmente recuperada e visitável.

A vista, essa, era parecida com a de Monsanto, por ser o único monte nas redondezas. Avista-se toda a planície num ângulo de 360º, a partir da torre de menagem.

Estava era tanto calor que passei a tarde em tronco nu, ora a apanhar com a água da rega automática, ora a escalar esta ou aquela casa mais propícia...


Depois de visitar a vila, comer um gelado e fotografar algumas lojas de artesanato, como esta abaixo que tinha uma réplica de uma sala de aulas do tempo da ditadura, seguimos viagem para Castelo de Vide.


Desta sala de aula, além das placas com as letras e a cruz por cima do quadro, ainda reconheci, do meu tempo, aquela cana que está ali no quadro...


Castelo de Vide seria a nossa última paragem. Não sabíamos muito bem o que iríamos encontrar, por isso partimos sem expectativas à descoberta desta cidade.


Encontramos uma zona histórica muito bem conservada com uma excelente rede de caminhos muito típicos, estreitos e pitorescos. No castelo, encontramos alguma vida dentro da zona medieval, principalmente pessoas já muito velhas que nos recebiam com um ar feliz e contente de quem ainda não se fartou dos turistas, talvez por estes serem escassos...


Passamos o resto da tarde a tirar fotos e mais fotos, com jogos de sombras a aguçarem-nos o apetite, esperando pelo pôr-do-sol para os efeitos mais luminosos e originais possíveis. Escusado será dizer que chegámos já tarde a Lisboa...

02 julho 2009

CNE Jamor

A melhor prova de escalada desportiva de dificuldade realizada em Portugal teve lugar aqui em Lisboa, na fantástica parede do Jamor.


Estavam lá todos os escaladores mais fortes e como já não treinava e quase não escalava há mais de 2 meses, as minhas expectativas estavam muito baixinhas! Já no isolamento, olhei à minha volta e facilmente encontrei uma dúzia de escaladores que escalava mais do que eu em rocha!

Estava ali para competir e restava-me não fazer má figura na eliminatória, pois apenas 8 passavam à final.


A verdade é que passei em 6º lugar para final o que foi uma enorme surpresa para mim. Rapidamente caí na realidade e fiquei com medo de não arrancar do chão na via mais dura da final! Mas a verdade é que até nem me portei mal e cheguei bem alto... tão alto que apenas uma pessoa passou daquele sítio. O que desempatou os restantes 6 atletas foi o facto de 2 terem agarrado uma presa (2º lugar), 1 ter tocado nela (4º lugar) e os outros 3 terem tentado chegar lá (5º lugar), grupo esse onde eu me incluía. O outro caiu mais abaixo, por lhe ter escorregado um pé.

Video da Eliminatória (sou o #19):


Video da Final (sou o #19):


O meu resultado extremamente positivo deveu-se a dois factores importantes:
  1. a minha experiência em relação aos atletas mais novos e mais fortes do que eu. Eles trocavam-se todos. A prova disso é que o atleta que ganhou tem 38 anos! Parabéns FCS.
  2. as vias favoreciam ligeiramente as pessoas mais altas. Daí o Mário ter conseguido um merecidíssimo 2º lugar com grande estilo. Parabéns!
De destacar ainda a prestação das camadas mais jovens e das atletas femininas que deram espectáculo! Vejam mais vídeos aqui.