02 novembro 2009

Afilhada em Lisboa

Este fim de semana a minha afilhada veio visitar-me. Não por ser Halloween, mas porque no seu aniversário prometemos que a trazíamos à Kidzania.

Catarina na Kidzania!

Devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a Kidzania. Soube-me um pouco a dupla tributação: bilhete caro à entrada + patrocínio em toda e qualquer actividade no seu interior! Pensei que fosse muito mais um parque educativo do que um parque de diversões. Não é.

Catarina e Raquel, a passear na Baixa

Era para vir "metade" da família, mas acabaram por vir apenas a minha irmã e a minha prima Raquel, madrinha da Catarina. Foi pena, porque teria sido muito mais divertido!

Feira da Ladra

Fizemos o tradicional roteiro turístico, desde a Feira da Ladra onde me fartei de fazer compras, passando pelo obrigatório eléctrico, chiado, Assembleia da República... até ao MUDE!


Um turista a apalhaçar no 2º plano. Adoro fazer isto também!

Algo engraçado de se ver foi a interacção da Catarina com tecnologias do passado, desde a máquina muito old school que utilizou para gastar 2 rolos de 36 fotos até aos postais. Perguntava sempre como podia ver as fotos que acabou de tirar, especialmente quando eu abri a máquina para trocar de rolo! Quanto ao postal, mostrou alguma desconfiança no sistema pouco habitual para trocar correspondência com os pais...


Actualizações do blog

Estou farto de tentar manter o blog actualizado cronologicamente. Tenho mais de um mês de posts para escrever antes de poder contar o que se passou neste fim de semana... e não acho correcto.

Por isso, daqui em diante, os posts não aparecerão por ordem cronológica! Vão aparecendo conforme me apetece. Espero que em mais abundância!

13 setembro 2009

Mallorca - Psicobloc (Cala Barques)

Nem imaginam a sorte que eu tenho por ter feito psicobloc em Maiorca! É uma variante fantástica da escalada que eu aconselho a todos os destemidos das altura e com algum jeitinho para escalar (mínimo 7a para garantir a diversão!)

Primeira praia que encontrei

A primeira aventura foi mesmo encontrar o local. Tinha muito pouca informação. Comecei por fazer uma pequena caminhada de 30min desde a estrada até esta praia completamente deserta. Lindíssima... mas psicobloc nem vê-lo. Apenas 2 meninas a fazer top-less debaixo de um guarda-sol colorido.

Dei um mergulho para poder enfrentar o caminho de regresso.

De volta à estrada, comecei a pedir boleia para Norte. Logo um camionista me deu boleia, mas por apenas 2Km. Voltei a esticar o dedo e apareceu uma Belga a pedir-me informações sobre Cala Barques, uma praia para fazer psicobloc! Não a sabia ajudar, mas logo me deu boleia e fomos em busca da dita praia. Na povoação seguinte indicaram-nos que a praia ficava para trás! Seguindo as indicações descobri que a Belga me deu boleia a menos de 50 metros do cruzamento para a praia...

Grutas para psicobloc em Cala Barques

Após 20min de caminhada demos com o fantástico cenário que podem contemplar na foto acima. Digam lá se não é bonito: 10 metros de falésia com rocha de qualidade, água tépida e óptimo ambiente!

Eu a estrear-me num 7a (Metrosexual)

Para começar meti-me logo cheio de confiança num 7a que quase concluí com sucesso. Neste caso o quase é muito mau, pois significa que caí à água mesmo, mesmo quase a chegar ao fim (já a tocar no topo da falésia) provocando a maior queda possível!

Logo de seguida encadeio a via sem dificuldade e avanço para uma mais simples, um 6b também de qualidade (video).

A escalar um 7c... mesmo a pedir para cair!

Cair de uma altura tão alta mete-me medo! Sou incapaz de me atirar. Mas quando acontece sem contar... até sabe bem. Por isso decidi escalar as vias mais difíceis do sector, com a certeza de que mais tarde ou mais cedo iria cair à água. Para minha (in)felicidade acabava por conseguir chegar sempre bastante alto!

Isto de escalar com as mãos molhadas faz os seus estragos... A pele fica muito mais sensível e é arrancada com muito mais facilidade. Isto aliado à minha falta de treino, dá um resultado muito bonito:

Estado das minhas mãos depois do psicobloc!

No último dia das férias ainda aluguei um carro com o Rui e com um couch surfer que conheci (profile) e regressei para mais psicobloc! Mas o que eu gostava mesmo era de ter ficado a acampar nesta praia. O ambiente deve ser fantástico e não é por acaso que lhe chamam beach 4, tal como o camp 4 em Yosemite, por ter uma comunidade de escaladores quase permanente e estar a dar origem a uma nova vertente na escalada!

Jeremy e eu, com as grutas ao fundo

Uma excelente alternativa ao rítmo boémio pelo qual Maiorca é conhecida. Fica a esperança de voltar um dia, com mais disponibilidade para o psicobloc e para a montanha!


28 agosto 2009

Canyoning - Ribeira de Vessadas (Inferior)

Pela primeira vez participei na festa do aniversário do meu clube de escalada, o Núcleo de Montanha de Espinho.


A actividade da moda foi a mais dominadora deste encontro: o canyoning. Apesar de ter havido alguma escalada desportiva e de bloco no Domingo, grande parte dos associados dedicou o fim-de-semana ao canyoning.

Foto de grupo

O local escolhido diz tudo: Parque de Campismo do Merujal, bem no coração da Serra da Freita e a poucos minutos de carro de vários troços de canyoning.


Além da óptima localização, este parque tem ainda uma excelente posta aroquense, servida no jantar de comemoração do aniversário! Grande festa, seguida por um jogo que pôs toda a gente a "itibitar" até às tantas da manhã!

Mas passemos à reportagem dos canyonings. Primeiro a Ribeira de Vessadas (Inferior), primeiro canyoning para muitos dos presentes, incluindo a Isabel que, mesmo não sendo associada, também participou.

Isabel, em grande estilo, na sua introdução à modalidade


Muito calor e alguma água

A Isabel proporcionou ainda um dos momentos mais comentados da noite: os saltos para a água. Desenganem-se aqueles que pensem que ela é uma maluca das alturas, uma destemida dos saltos ou uma pessoa decidida na altura de saltar. É exactamente o oposto!

Demorou cerca de 10 minutos para fazer este salto (boa técnica)


Cerca de 40 minutos para saltar este... (10cm mais alto)

Mas saltou-os! A todos! Mesmo tendo a alternativa de "ir à volta". Mais para o final até repetiu várias vezes um salto à saída de um tobogã (talvez o mais alto do dia) mas que estava camuflado pelo "escorrega" inicial...

A já experiente Isabel a dominar as técnicas do rappel

No dia seguinte, parte do grupo (os mais fanáticos) seguiram para o Rio Teixeira, um clássico. Tenho-o descido uma vez por ano, desde que comecei a praticar canyoning, o que é uma excelente média. Este é provavelmente o canyoning mais interessante do país para iniciação!

A cascata mais fotogénica do rio

É também engraçado sentir a evolução de ano para ano. Principalmente no final do rio, onde existe a possibilidade de realizar saltos progressivamente mais altos! Com vista às minhas férias em Maiorca, decidi treinar os saltos, chegando a amandar-me várias vezes praí dos 7 metros... Nada mau para quem há um ano, no mesmo local, sentia um frio no estômago ao saltar dos 5 metros! Para o ano tenho "o famoso salto" de 20 metros, no mesmo local. Um dia...

Café local que serve excelentes sandes de presunto (era a fominha)

22 agosto 2009

Hoya Moros

Fui escalar para Hoya Moros com a malta do bloco e só há uma palavra para descrever este fim-de-semana: fantástico!


Estes cinco marmanjos da foto acima fizeram os quase 500Km no meu Ford Fiesta (quatro dos quais são provavelmente os escaladores mais altos de Portugal), mais tralhas de campismo e comida! Fomos bem aconchegadinhos, vá...

Chegada a Hoya Moros

Hoya Moros é um sítio lindíssimo, num circo cheio de enormes calhaus que fica a cerca de 2h a pé desde os carros. São 2h a caminhar montanha acima, com os enormes crash pads às costas, mais mochila e aprovisionamento para o fim-de-semana. Mas é uma subida que vale bem a pena!

No topo da subida, depois do prado principal

Chegados ao topo, a primeira coisa que fizemos foi logo tomar uma banhoca, aproveitando o calor, pois não teriamos coragem nem oportunidade de o fazer nos dias seguintes, dada a temperatura imprópria da água!

Mário e Bibs em grande estilo, eu e Vegeta... (foto de Ricardo Alves)

A luz, a paisagem - e o(s) fotografos, claro - eram perfeitas para apanhar alguns bons momentos de saltos!

Foi uma aterragem "dolorosa" (foto de Rui Pereira)


Eu, a posar para o salto! (foto de Rui Pereira)

Mesmo ao final da tarde era possível sacar umas fotos bem interessantes, ou não fossem 3 dos escaladores fotografos (quase) profissionais. Foi um prazer poder escalar assim, posar para fotos e poder trazer recordações tão boas como estas!

Belo bloco "morfológico" (foto de Ricardo Alves)


Escalando no fim de tarde (foto de Rui Pereira)


Um 7A que me deu bastante luta! (foto de Ricardo Alves)

Durante este fim-de-semana ainda apareceram por lá uns espanhois (patrocinados) que fizerem este video. Vejam lá se me conseguem ver (exactamente no bloco da foto acima).

Se escalares, toma cuidado com as vacas!

07 agosto 2009

Férias de Verão em Vila Praia de Âncora

Este ano as férias em Vila Praia de Âncora não foram tão divertidas como no ano passado, mas também me fartei de fazer actividades, para além do canyoning e do kayak.

Voltei, como não podia deixar de ser, a Vila Nova de Cerveira para escalar, mas desta vez levei a família toda, avós e tios incluídos!

Avó, Tia e restante família a verem-nos a escalar

Estavam todos a rir porque eu consegui convencer a minha tia a experimentar a escalada. Ela é a pessoa que mais "torce o nariz" sempre que vou escalar! Por ela poderia certamente queimar todo o material de escalar e até já deve ter feito algumas promessas para eu deixar de escalar... Vai ter sorte, pois não as precisará de cumprir!

A minha tia preparada para escalar

Escalou 30 centímetros. Um record pessoal certamente! Acho que a pequena Leonor escalou bem mais do que ela, pelo menos em proporção!

Pequena Leonor, com uma técnica muito intuitiva

Mais surpreendente que a Leonor, só a sua mãe. A Maria escalou todas as vias do pequeno monolito de Cerveira sem qualquer dificuldade! Arriscaria dizer que, se a levasse a um 6a ou 6b em rocha, pouco técnico, ela o faria sem dificuldade!

Maria, a estrear-se na escalada com grande estilo

Depois da escalada, como não podia deixar de ser, uma visita aos jogos de água instalados a poucas dezenas de metros da escalada. Os mais velhos já tinham regressado a casa, mas os mais novos não dispensavam umas brincadeiras bem refrescantes!

Eu no meu "jogo de água" preferido

A minha afilhada a posar para a foto!

Além do passeio por Cerveira, do canyoning (2 dias) e da descida do Rio Neiva, passei o restante tempo entre a praia, os passeios de bicicleta e a comida...

Almoçarada típica em tempo de férias: "Arroz de Cabidela"

Saltos em Vila Praia de Âncora

Marco, na "Casa do Marco"

Para o ano espero sinceramente que seja diferente. Tenho de encarar estas férias com outra atitude e procurar alternativas mais consensuais e mais colectivas. Pró ano há mais!

06 agosto 2009

Kayak no Rio Neiva

A Isabel organizou, a partir de Lisboa, uma fantástica descida do Rio Neiva, de kayak. Pelos vistos já o tinha feito à alguns anos com a família e quis repetir o percurso.

Rio Neiva

A princípio foi difícil arranjar interessados, mas já perto do dia da descida a Isabel fartou-se de telefonar à empresa onde alugou os kayaks a pedir mais e mais lugares, juntando no total umas 14 pessoas.

Os 10 marinheiros que iniciaram a descida

E em que consistia esta descida? Para mim era algo de totalmente novo. Em enormes kayaks de duas pessoas teríamos de transpor pequenas presas de água que abasteciam os muitos moinhos que aproveitavam a força do rio Neiva para moer o milho.

Fora dos kayaks, a transpor uma das primeiras presas

Ao início ainda pegamos nos kayaks à mao, para as transpor, mas assim que conseguimos passar por cima da primeira "levada", já não queriamos outra coisa e com alguns empurrões, transpusemos quase todas as levadas do rio.

Primeira levada que passamos sem sair do Kayak

Tiago, Marco e Helena a transpor mais uma levada

Passagem mais arriscada, que acabou com o "capotanço" do kayak

A meio paramos para um almoço volante. Primeiro comemos algumas sandes que trouxemos nos boiões, mas depois, com a chegada de mais 4 pessoas que se juntaram a nós para descer o rio, vieram também os "restos" (e não só) de um aniversário de uma prima da Isabel no dia anterior. Então foi encher a barriga de febras acabadas de grelhar, arroz, massa, sangria e melancia!

Mega almoçarada, a meio do percurso

Regressamos ao rio de barriga cheia, com o objectivo de descer mais algumas levadas... muitas levadas. Passamos a tarde a desce-las, umas melhor outras pior, mas sempre a todo o gás.

Sempre a acelerar, rio abaixo

O ritmo foi tão rápido que passadas poucas horas já estávamos no local combinado para o final. Paramos apenas para um lanche e seguimos viagem para tentarmos chegar mesmo até à foz!

Lanche numa pequena ponte que atravessava o rio

E assim foi, já no final de tarde, chegamos à última saida possível para os kayaks, antes da praia.


Foi uma aventura muito boa para passar em família! Rio muito divertido e bastante físico pois deixou toda a gente com uma enorme dor de braços no dia seguinte. Uma excelente forma de conviver em família nas sempre monótonas férias de verão!