18 abril 2010

Piquenique da Senhora da Saúde

Desde há muitos, muitos anos, que a minha família se reúne na segunda feira depois da Páscoa para um grande piquenique no meio do monte.

Sra. da Saúde, há cerca de 35 anos

Esta sempre foi a reunião familiar mais esperada do ano por todas as crianças da família, pois Senhora da Saúde era sinónimo de um dia muito bem passado no meio do monte, à solta, com muitas brincadeiras e aventuras vividas em grupo, longe da vista dos pais, com liberdade total! Tinha de fazer alguma coisa para não deixar esta tradição morrer.

Piquenique "improvisado"

Então, a muito custo e com uma importantíssima ajuda do bom tempo, no dia de Páscoa ao fim da tarde lá consegui convencer o meu Pai e a família mais próxima de que este dia seria possível. Todos os outros vieram facilmente por arrasto! Mobilizei a minha irmã, o namorado e a Daniela para fazer uma mega caça ao tesouro para as crianças mais pequenas, que poderia vir a ser repetida pelos adultos.

Cristiana a ler as instruções para a próxima pista

O local tinha várias árvores geometricamente alinhadas, pelo que fazer um jogo de caça ao tesouro não foi difícil!

João a correr mais que as primas Catarina e Cristiana

Foi só vê-los a correr, super empenhados em descobrir pista após pista, até chegarem ao prémio final! Alguns ovos de chocolate improvisadamente embrulhados em papel de alumínio, fazendo um perfeito "tesouro de prata".

Encontraram o tesouro! Todos ganham, ninguém perde.

Os adultos não mostraram qualquer interesse em fazer este percurso, mas a Filó com o seu espírito mais aberto, decidiu fazer a caça sozinha, mesmo sabendo que já não restava nenhum "tesouro" no final!

Filó a decifrar os enígmas

E a seguir as setas

Além da caça ao tesouro houve a habitual sueca, jogo da malha, jogo do disco e muita, muita conversa para pôr em dia entre todas as tias e primas da família!

A jogar à malha com o meu Pai

As tias a apanhar banhos de Sol!

Sentimento de missão cumprida no final. Fiquei contente por conseguir mobilizar novamente a família (cerca de 40 pessoas) e quem sabe reavivar esta fantástica tradição! Para o ano, se tudo correr bem, já vai ser mais fácil repetir a piquenique, pois este foi um sucesso. Haja Sol!

Sra da Saúde é fixe!

13 abril 2010

Para a Filó

O meu blog ganhou mais uma leitora dedicada. Alguém que certamente irá acompanhar todas a minhas aventuras. Agora terei de a ensinar a escrever comentários aos meus posts para vocês também a poderem conhecer.


Filó, da próxima vez que for aí a casa, irás comentar este post. Bem-vinda à Internet!

02 abril 2010

GeoCaching em Penafiel

Numa tarde chuvosa, em casa, sem nada para fazer, a minha afilhada e a minha prima começaram a ver um filme "de fazer chorar". Ao ver isto revoltei-me! Fui a GeoCaching.com, reactivei a minha conta e encontrei uma cache a escassos 20 metros de minha casa.

A cara da minha afilhada ao descobrir que não a estava a enganar!

Depois de convencidas a deixar o filme para outra altura e apesar da chuva, partimos à descoberta de mais.

Encontrei uma multi-cache que nos obrigou a percorrer alguns pontos do centro da cidade, procurando datas, números de portas ou até a contar argolas da fachada de uma igreja

Catarina muito empenhada a contar as 10 argolas da Igreja da Misericórdia

Com esta belíssima caça ao tesouro, criei dois monstros. Dois monstrinhos do GeoCaching. Regressamos a casa para procurar mais caches em Penafiel, recrutamos uma motorista e partimos à descoberta de mais 4 caches pela cidade... sempre a chover a potes.

"Força de Aventureiros 4" como a minha afilhada nos baptizou (ou batizou)

A primeira foi muito fácil de encontrar. Estava inteligentemente escondida num pequeno marco de estrada, presa por um fio, junto da Casa de Louredo.

"Pescando" a cache junto à Casa de Louredo

Ainda a chover bastante, seguimos para o ponto mais alto da cidade à espera de uma cache também à altura. Foi sem dúvida a mais complicada de encontrar devido à muita chuva, às fracas indicações do meu "GPS" e à falta de pistas para esta cache do Sameiro.

Quase a desistir debaixo de chuva...

A próxima ficava no Parque da Cidade. A pista era "sai uma pedra, cache na mão..." e os comentários diziam "Tanta pedra!!". Chegados ao local logo percebemos: a cache estava atrás de uma pedra de um enorme muro cheio de pedras. Começamos a puxar todas as pedras que conseguíamos e depois de me picar numas urtigas, lá encontrei uma verdadeira cache, com pequenos objectos para trocar!

Registando a última cache, no carro, abrigados da chuva

Esta foi a recompensa final e dado o avançar da hora não fomos à descoberta da cache da Quinta das Lajes. Guardá-mo-la para outro dia! Regressamos a casa onde ajudei a minha afilhada a escrever um post sobre esta aventura e já me dei por satisfeito!

A registar a cache no Largo da Ajuda

01 abril 2010

Dia dos enganos!

Recebo uma mensagem do João a dizer: "Oi, o Fofoni quer falar contigo. Liga-lhe quando puderes". E eu liguei, pensando que ele queria combinar alguma aventura para o fim-de-semana. "Oh Queirós... já és a décima pessoa que me liga hoje... que dia é hoje?". Pois, parece que fui apanhado!


Achei a partida tão genial que não a guardei só para mim. Enviei o mesmo tipo de mensagens para a minha família dizendo que a Filó queria falar com eles.

A primeira a cair na partida foi a Cristina que vai pessoalmente à loja onde a Filó trabalha perguntar o que se passa. Rapidamente percebem que foi brincadeira. Depois começam os telefonemas da mãe, do pai, do irmão, do primo, da minha afilhada, até que entra a Raquel pela loja dentro a perguntar o que se passa. Estava a dormir a cesta e veio de propósito ver o que se passava. A curiosidade e coscuvilhice femininas funcionam na perfeição neste tipo de piadas!

Por fim telefona-lhe o meu pai. A Filó explica-lhe a minha partida e ele desmancha-se a rir. É que eu fiz o mesmo com ele e já tinha recebido alguns telefonemas "estranhos"!

28 março 2010

Sanatório, Belmonte e Castelo Novo

Depois de duas noites na neve, fomos conhecer outros locais na Serra da Estrela, a começar pelo antigo Sanatório Sousa Martins.


É um edifício enorme, em ruínas, mas de uma beleza extrema! Uma vista fantástica, algo que realmente valerá a pena recuperar para um Hotel de luxo ou uma Pousada de Portugal.


Depois de muitas fotografias fantásticas naquele ambiente abandonado e depois de tentar sem sucesso chegar aos pisos superiores do sanatório, seguimos para o Vale Glaciar de Manteigas que foi proposto como umas das 7 maravilhas naturais de Portugal.

Vale Glaciar de Manteigas

Almoçamos no Poço do Inferno e fomos descobrir Belmonte (link), a pedido da Isabel. Encontramos uma cidade (vila?) muito bem arranjada e muito soalheira! Enquanto os meus companheiros de viagem foram visitar o castelo, eu fiquei a "visitar" a relva do castelo, pois durante a viagem fui o único que não pôde dormir...


Acordei, visitei o castelo (a correr) e juntei-me ao grupo para visitar o Museu Judaico. Fraquinho! Entramos a saber pouco sobre a importante história do judaísmo em Belmonte e a sua importância no panorama nacional... e saímos a saber o mesmo!


Depois seguimos para Castelo Novo (link). Segundo o nosso Rough Guide of Portugal, haveria um local em Castelo Novo de onde brotava água com características curandeiras! Não poderíamos deixar a Beira Baixa sem nos refrescarmos em tais águas! Depois de muito procurar, a única coisa que encontramos foi o Miradouro Virtual. E perguntam vocês: "O que é o miradouro virtual?". Pois bem, é uma máquina gigantesca colocada no topo da torre em ruínas do "Castelo Novo", com uma câmara que mostra exactamente aquilo que podes ver com os teus próprios olhos, mas para a qual tens de pagar 1 euro.

Miradouro Virtual de Castelo Novo

Aquilo não passa de uma inútil aplicação de realidade aumentada que pouca ou nenhuma informação adicional traz aos que se pode ver com os próprios olhos...

Eu, em "realidade aumentada"

Foi uma forma animada de terminar o fim-de-semana antes da longa viagem para Lisboa. Parece que não mas a Serra da Estrela fica tão longe de Lisboa como, por exemplo, o Porto!

27 março 2010

Serra da Estrela, novamente

Depois de um fim-de-semana na praia (post), um fim-de-semana na neve. Tudo isto dentro de Portugal, o que é pouco habitual!


Gostei tanto da última vez que lá estive (post) que tive de lá voltar, desta vez com a Isabel que tinha ficado muito triste de ter perdido a última aventura.

Isabel a sair da tenda montada em cima da neve

Foi uma decisão um pouco em cima da hora. Não tínhamos planos para o fim-de-semana, colocamos um post no CouchSurfing a oferecer boleia para a Covilhã e, poucas horas antes de partirmos, dois aventureiros decidiram juntar-se a nós: o Sam e a Susanna.

Isabel, Sam (Inglês) e Susanna (Finlandesa)

Fizemos uma bela caminhada desde o Covão d'Ametade até ao Cântaro Gordo, sempre a subir por rocha e neve fofa, que dificultou bastante a progressão. Depois seguimos até à Torre, que estava apinhada de turistas! Um contraste muito irritante para quem gosta da montanha...

Progredindo em Neve fofa

A vantagem dos turistas são as boleias. Esperava-nos uma caminhada de regresso de 10Km por estrada de alcatrão... mas a simpatia da Isabel arranjou-nos não uma, mas duas boleias seguidas (pois éramos quatro). Desta forma chegamos a "casa" a tempo para um belo lanche ajantarado, com queijo da serra, presunto, pão de centeio, vinho...

Ficamos bem quentinhos para a segunda noite na neve...

Depois deste jantar ainda nos juntamos à malta da Desnível que estava a festejar o seu aniversário (link, photos), para nos aquecermos na enorme fogueira que fizeram. Mas não ficamos muito tempo... Logo fomos descansar para dar mais uns passeios no dia seguinte... por Manteigas, Belmonte e Castelo Novo.


21 março 2010

Domingo de Praia na Caparica

Com o Sol finalmente a espreitar depois de meses de chuva pouco habitual em Lisboa, eu e a Isabel fomos para a praia!


Bom tempo, boa temperatura e muitas coisas novas para experimentar. A primeira foi a prenda de Natal da minha irmã: um "papagaio"!


Já tive um parecido, com cerca de 1,80 metros de envergadura. Tinha-me custado 1.600$00 há uns largos anos, mas pouco mais fazia para além de voar...
Este é diferente! É ágil, consigo manobra-lo com precisão e dar muitas voltas de 360º. Uma experiência completamente nova.

Depois foi tempo de reviver uma experiência de 2007. Qualquer parecença nestas fotos é pura imaginação. Reparem que na esquerda estou virado para o Pacífico, à direita estou virado para o Atlântico.

Ocean Beach, California (Março, 2007) e Costa da Caparica (Março, 2010)

Tive uma aula de surf com a escola Alfarroba Surf School. Foi muito interessante e produtiva! Nada sabia sobre este desporto por isso aprendi muito. A minha (pouca) experiência de bodyboard deu-me alguma vantagem na hora de apanhar as ondas e à segunda tentativa levantei-me na prancha! Surfei a espuma por uns 2 segundos e depois caí. Não fiquem impressionados, pois estas pranchas de aprendizagem são como uns barcos... uns autênticos kayaks!

Aproveitei também para introduzir a Isabel na modalidade de "apanhar espumas"...

Isabel a apanhar uma espuma... ou a ser apanhada por ela

Parece que este desporto ganhou mais uma fã... ou melhor, dois! Ainda tenho mais 3 aulas de surf e numa delas vou levar a Isabel a experimentar também.

Já viram esta "peixeira"?

Tem sido um hábito dos últimos fins de semana acabar o Domingo a jantar no Sushi Delicioso, um restaurante Chino-japonês "decente", no Intendente, onde o buffet custa apenas €8,90.


Haverá melhor forma de reestabelecer energias para a semana trabalho que aí vem?

20 março 2010

Olhares Montanheiros & Diagramas

Sábado foi o dia do rissol, que é como quem diz, o dia de inaugurações.


Primeiro o lançamento do livro Olhares Montanheiros (livro) de dois amigos do NME, o João Gil e o Nuno Verdasca (website). Foi tempo de rever amigos, combinar novas aventuras e claro, comer o belo do rissol na Livraria Trama.


Depois, ao fim da tarde fui ver se reconhecia alguns rabos na exposição Diagramas (livro).

Isabel, pulando de alegria depois de reconhecer alguém!

A inauguração ocorreu na fantástica Tapada da Ajuda. Um sítio inacreditável bem perto do centro de Lisboa! Desta vez não havia rissóis, mas bolo de noz, quiche e vinho Alvarinho!

Limpar Portugal, por dentro

O dia 20 de Março, como toda a gente sabe, foi o dia de Limpar Portugal! E eu não fiquei de fora... fiquei literalmente por dentro.


Juntei-me a um grupo da Desnível para limpar a Gruta do Alvide, que fica em Cascais. Foi uma escolha muito sensata pois, infelizmente, choveu bastante nessa manhã... e dentro da gruta estaria abrigado, pelo menos da chuva. Ora, a chuva infiltrou-se na gruta que tem imensa argila, por isso sujá-mo-nos imenso!

A rastejar numa das secções mais apertadas da gruta

Foi a minha primeira experiência de espeleologia. Bem, não se pode chamar espeleologia a andar de um lado para o outro num buraco deste tamanho, pois não fiz nenhuma descida às galerias inferiores, mas já deu para ver como é!

Sofia a arrastar vigas de ferro pela gruta

Eu e a Sofia ficamos a transferir o lixo desde os poços até à saída da gruta. Não foi muita quantidade de lixo, mas deu certamente trabalho dadas as condições de acessibilidade.

No final das limpezas

Depois de limpar e aproveitando o facto de estar tão perto do melhor restaurante indiano de Cascais, não pude evitar o fabuloso Tandoori do Masala.

Chicken Tikka, Tandoori @ Masala

21 fevereiro 2010

Kiva: empréstimos que mudam uma vida

Eu suporto o Kiva.org. (Não sabem o que é o Kiva? Vejam este vídeo)

A minha página de empréstimos

Mas hoje iniciou-se uma discussão interessante no Grupo de Portugal: os juros que as MFIs recebem por empréstimo são elevados. Serão os juros um "mal necessário" ou será que as MFIs parceiras do Kiva.org estão a ganhar dinheiro às minhas custas? As opiniões mais sensatas apontam todas, felizmente, para a primeira opção - é um mal necessário, por várias razões:
  • enfrentar os custos para a sustentabilidade das MFIs (link)
  • juros elevados mas inferiores à média na região (link)
  • os juros são um custo que os verdadeiros empreendedores têm de pagar para demover os que se quiserem aproveitar do dinheiro "barato";
Aceito e até concordo com todas estas razões mas, infelizmente, nem todas as MFIs no Kiva.org as seguem! E eu vivia na ilusão de que as MFI do Kiva.org era organizações sem fins lucrativos. Mas ao olhar melhor para as páginas das MFIs, fico com algumas dúvidas:

Sumário dos juros da LAPO

Por exemplo, na página da LAPO vemos que praticam juros de 57%, quando a média na região é de 41% (link). Depois vemos que a LAPO faz 8% de lucro com a sua actividade de MFI, quando a média de lucro na região é de apenas 4% e, mais importante que isso, no Kiva.org a margem de lucro é praticamente 0%, tal e qual eu desejava!

Por isso passarei a ter critérios para os meus futuros empréstimos, além a empatia com as pessoas e o tipo de negócio empreendedor em que querem apostar:
  • juros inferiores à média da região (obrigatoriamente);
  • lucros baixos, abaixo da média ou mesmo nulos (MFIs sem fins lucrativos);
Dentro destes critérios encontrei já bastantes MFIs no kiva.org: a GHAPE, a SEM, a CRAN (apesar dos 44% de juros), a BPW ou até a K-MET com juros 1/3 abaixo dos praticados pelas MFIs da região.

Utilizadores do kiva.org, o que acham destes critérios? Fazem sentido?

EDIT: criei um ranking de todas as MFIs. Sigam o link kiva.org partner ranking.