17 janeiro 2009

1ª Prova Circuito Nacional de Boulder...

... ou por outras palavras, escalada pá!

Estou todo dorido. Já não escalava há bastante tempo e passar a tarde a dar o máximo deixa qualquer um de rastos. A classificação foi exactamente igual à classificação da última prova, ou seja um azarento 13º lugar.

12 janeiro 2009

Neve em Penafiel

Este fim-de-semana nevou como nunca vi em Portugal, especialmente em Penafiel. Quando o meu pai me telefona a dizer que a auto-estrada estava cortada em Penafiel, percebi que este não iria ser um fim-de-semana normal.

Vinha já a fazer grandes planos, pelo que trouxe na bagagem todo o material de escalada, alpinismo e canyoning que tinha em Lisboa... mas não utilizei nenhum! Sim, tinha esperança de fazer canyoning no Rio Cabrum, mas não consegui convencer ninguém, vá-se lá saber porquê...


Acordei então sábado de manhã com esta paisagem na janela do meu quarto e sem mais ideias para aproveitar a muita neve, vesti-me a rigor para dar uns passeios de bicicleta no monte, com o meu primo Tiago e uns amigos dele.


Esta é uma volta de bicicleta que já dou há anos, tendo descoberto este espectacular percurso em cada domingo de manhã, ora fizesse sol, frio ou chuva. Esta era a oportunidade de o percorrer com neve e não poderíamos desperdiçá-la.

Para ajudar à história, o Tiago partiu a corrente da sua bicicleta logo na primeira subida. Melhor preparados do que da última vez que tal nos aconteceu neste mesmo percurso (ainda hei-de escrever um bom post sobre isto), lá concertámos a corrente e prosseguimos caminho, acabando por chegar a casa já de noite e não evitando os telefonemas habituais de quem fica preocupado com estas aventuras... déjà vu?

03 janeiro 2009

O que é o Burning Man (BM)?

Quem me faz esta pergunta, tem monólogo para duas* horas.
*se eu não tiver acesso à Internet, é favor multiplicar este valor por 3.


Quando lá estive, não consegui expressar num post o que é o Burning Man, por isso vou tentar outra vez, com alguma ajuda.


Este ano fiquei nostálgico com edição 2008 do BM (ok, invejoso). Quase chorei quando me enviaram isto. Depois, vi a melhor descrição que já li sobre o que é o BM e é isso que quero partilhar:

  • Na terra dos sonhos: o post mais sincero e verdadeiro que já li. Acreditem piamente em tudo o que lerem.
  • História e factos: uma descrição incompleta do que há no BM, mas dá para ter uma ideia.
  • A reportagem: como foi a experiência contada na primeira pessoa (do plural).
Se tiverem interesse no BM, leiam estes posts. Se não tiverem interesse, leiam e passarão a ter. Se tiverem coragem suficiente para seguir aquilo que sentirem ao ler estes posts, possivelmente o BM contará convosco numa das próximas edições.

I'll be back home, one day!
mais fotos

31 dezembro 2008

O melhor de 2008

Não se pode comparar à agitação que foram 2006 e 2007, mas foi um bom ano. Começou fraquinho... mas logo atingiu níveis altíssimos. Foi sempre a crescer:

  • Lisboa: comprei carro, mudei de casa do Bairro Alto para a Avenida da Liberdade.
  • Açores: reagi à pacatez do início do ano com férias nos Açores. Lá tive um dos dias mais memoráveis do ano em que visitei toda a Ilha da Graciosa com a Filó.
  • LAB 2008: mais férias, desta vez com o João Neto por Londres, Amesterdão e Bruxelas. Excelente experiência de backpacking e networking.
  • Escalada: há sempre uma altura do ano em que estou em forma. Do Algarve ao Gerês, fartei-me de escalar, encadeando muitas vias e atingindo o 7c.
  • Férias em família: geralmente são enfadonhas, mas este ano foram fantásticas. Muitos saltos, actividades e... canyoning!
  • Brasil: ganhei uma viagem ao Brasil e fui com a minha equipa para o Rio de Janeiro e S. Paulo.
  • Canyoning: voltei a praticar canyoning em força com os primos Marco e Tiago (e não só). Este fanatismo resultou numa das maiores aventuras do ano: Rio Poio.
  • Competições de Escalada: ganhei a fantástica prova de SpeedClimbing e a habitual prova de Lançamentos.
  • Trabalho: o ano começou com muito trabalho, nem sempre compensador. Mas durante o Verão consegui conciliar a responsabilidade do projecto mais complexo e difícil da OutSystems com todas estas actividades saudáveis. Foram meses muito difíceis para a minha equipa de trabalho, coroados de uma imensa realização profissional, dado o sucesso que o projecto alcançou.
Para o próximo ano espero coisas novas. Admito que este ano de 2008 foi calmo. Não tenho idade para estas coisas.... preciso é de aventuras, projectos, objectivos e atirar-me a eles com força!
Venham, estou à vossa espera!

22 dezembro 2008

"Arrests it certain" para a sua "face-half"

Neste Natal decidi oferecer vouchers para a família ir ao novo Hotel de Penafiel deliciar-se com o SPA. Fui ao site e deparo-me com os seguintes textos:


Não percebi muito bem o primeiro, mas no segundo a expressão "face-half" avisou-me que alguma coisa não estava bem. Voltei a atrás e percebi tudo... ou não. Tinham feito uma péssima tradução automática nestes 2 parágrafos, sendo que o resto do site está num inglês perfeito.

Foi uma barrigada de riso a desafiar os amigos a descobrir a tradução para "We know as it is complicated to find arrests it certain" sem ir ver às soluções!

Claro que, como bom penafidelense que sou, enviei prontamente um e-mail para que a tradução fosse corrigida, ao que eles prontamente responderam. No entanto nem copy&paste conseguiram fazer, pois o texto tem erros de dactilografia! Será que vale a pena enviar mais um?

14 dezembro 2008

Finalmente actualizado

E pronto, com este último post, consegui por em dia o meu blog! Já posso escrever o que me apetece, no próprio dia se necessário. Não foi fácil! Cheguei a ter uma lista de 10 posts que queria escrever, sobre actividades passadas e a culpa foi da viagem ao Brasil... e dos fins-de-semana seguintes, muito produtivos... e de não ter net em casa... e de ter muito trabalho... bah, desculpas!

I'm back!

08 dezembro 2008

De volta à escalada - Fenda e Andaluzia

Com dois fins-de-semana prolongados e mau tempo, o que se pode fazer? Canyoning não é certamente, por isso... de volta à escalada.

Sem treinar, com muito pouca resistência mas muita força, fui escalar para o Portinho da Arrábida no primeiro fim-de-semana comprido, que terminou no Domingo, com uma mega party em casa do Miguelin. Encadeei 2 vias (Tá bem abelha e Capitão Hadock) que me estavam atravessadas e deixei outra (Tiro e Queda) para depois. Na segunda-feira fiquei a arrumar a casa.

No segundo fim-de-semana prolongado não planeava ficar tão perto de casa e logo combinei com o João e a Helena que iríamos fugir da chuva, fosse para onde fosse!
O plano era ir para o Algarve e foi com essa convicção que acordei na 6ªf de manhã. Depois de almoço já estava a imprimir os croquis de 2 escolas de escalada perto de Granada, na Andaluzia. A previsão era igualmente de mau tempo, mas o fanatísmo falou mais alto e lá fizemos os 700Km para ir descobir rocha molhada em Espanha.

Saída do trabalho já tarde, percorrer 700Km e chegar às 5h30 a uma curva da estrada já perto de Montefrío, onde encontramos 4 carros portugueses estacionados. Atiramos uma tenda 2’’ ao ar e esperamos pelo amanhecer para cumprimentar o grupo de 13 fanáticos que buscavam sol na Andaluzia.


O primeiro dia foi passado em Montefrío, com rocha não muito seca, mas bastante aderente. Deu para escalar, pouquinho, pois chegamos à parede às 12h e pelas 17h30 era noite. Encadeei um 7a+ duro depois de aquecer num 6c molhado. Soube a pouco.


Depois de sermos chulados por meia dúzia de pizzas ao jantar, lá nos mudamos para Cogollos, onde iriamos escalar no dia seguinte. Não encontramos nenhum lugar decente acampar, por isso ficamos mesmo no meio da estrada.


Eu até montei a minha tenda no telhado de uma pequena casa dada a falta de espaço. Falta de frio é que não houve! Acordei várias vezes de noite a bater o dente e uma rapariga menos preparada passou bastante mal a noite, não dormindo nada e "acordando" de manhã com os lábios roxos! Situação resolvida prontamente na noite seguinte, com vários sacos-cama extra que a malta trazia. Mas o problema da noite seguinte não seria do frio :)


O dia de escalada em Cogollos foi muito bom, se bem que também não escalei muito. Comecei com dois 6c para aquecer mas depois perdi-me num 7a+ bastante duro, mais uma vez. Acabei o dia a flashar um 7a compridíssimo.


Mais um dia, mais uma viagem, desta vez fomos para Loja. Encontrámos um sítio fantástico para jantar, acampamos num spot secreto do João Neto, também fantástico e ficámos na conversa até tarde (ou até começar a chover, como preferirem). Choveu tanto que entrou água em quase todas as tendas. Felizmente, e com a tenda só para mim, não me molhei nada.
De manhã percebemos que não seria possível escalar naquele local e tentamos fazer uma rápida mudança de planos para El Chorro. Mas chegados à cidade vizinha percebemos que não iríamos ter sorte com o tempo e bazamos para Portugal, aproveitando para chegar bem cedinho a casa.

Foi mais uma segunda-feira que não deu para escalar...


Nota: não tenho muitas fotos, pois a malta foi para escalar, não para tirar fotos... Bom, isto não é bem verdade... mas fica a promessa de, para a próxima, tirar mais fotos, principalmente se tiver a intensão de escrever um post no final. É que não apareço em nenhuma!


22 novembro 2008

Canyoning - Rio Fafião

Mais um.


Excelente forma de "fechar a época", com um canyoning no Gerês. Ao contrário do canyoning da semana passada, este impressionou-me pela positiva. Vai mesmo directamente para o top das minhas preferências!


Fui com o João Graça, que está determinado em criar uma secção de canyoning no meu clube, e com o Devesas, caloiro dos canyonings mas determinado em altos voos!


O rio começa logo a matar, com grandes passagens subterrâneas que nos colocaram um sorriso de orelha a orelha na cara. Apesar de estarmos já no final de Novembro, a temperatura da água era aceitável (desde que não se tirassem as luvas) e o sol satisfazia-nos sempre que saiamos destas fantásticas grutas naturais.

Nenhuma das várias descidas em rapel que fizemos era uma cascata "normal". Era sempre um buraco, por vezes apertado, pelo qual passávamos, sem saber muito bem onde nos estávamos a meter...


Este era incrivelmente apertado e eu tive a sorte de ser o primeiro a "meter-me na toca do lobo", a explorar este caminho por onde teríamos de passar.


E não podia estar mais contente! O João tinha uma máquina digital à prova de água, portanto este foi um canyoning altamente documentado, com "fotos dignas de uma revista de canyoning", como disse o autor destas. Ora comprovem lá!


Fantástica paisagem e originais cascatas subterrâneas, água cristalina e muito saborosa. Excelente descida que ainda iria ter um momento alto... muito alto! O nosso caloiro estreou-se com um mega salto de muitos metros!

Informou-nos que ia saltar aquele que era o maior rapel do rio. Eu e o João descemos com a cordinha e, no final, puxamos a corda, ficando ele sozinho lá em cima. Este gesto despertou em todos nós a realidade que o nosso caloiro teria mesmo de saltar os cerca de 15 metros de desnível! E assim foi.


O ganda maluco saltou todo torto, mas com a devida coragem que coroou com a verdadeira raça do NME a nossa primeira actividade de canyoning.

Mais fotos aqui.

16 novembro 2008

Jornadas Técnicas de Canyoning

Tive a honra de participar nas Jornadas Técnicas de Canyoning (link e link), com uma excelente organização da Associação Desnível, que me deixou muito impressionado, pela positiva.

O local para a realização destas jornadas, a DiverLanhoso, não podia ser mais apropriado. Tem uma localização quase perfeita, muito perto de vários canyonings do Gerês, com uma paisagem ao seu melhor nível, nesta altura do ano, fria.


Cheguei já tarde, na sexta-feira, vindo directamente de Lisboa, no meu carro, onde dei boleia a uma desconhecida. O carro deu-me alguma autonomia no fim-de-semana, primeiro porque o material de canyoning é tudo menos pouco/pequeno. Depois aproveitei para trazer mais tralhas para Lisboa.


Bom, voltando às jornadas, o programa era ter apresentações técnicas no Sábado de manhã e fazer uma sessão de trabalho da parte da tarde. No Domingo passávamos à prática.

Durante as apresentações apercebi-me que era dos menos experientes praticantes presentes, com menos formação e que praticava a modalidade com maior risco! Ganhei bastante sensibilidade para várias questões de segurança que envolvem esta modalidade, nomeadamente o cuidado a ter com as previsões meteorológicas e com os caudais dos rios, material a levar, etc... Enfim, balanço positivo!


De tarde, na sessão de trabalho tive o prazer de contribuir para o melhoramento das condições da prática desta modalidade que está a dar os primeiros passos no nosso país. Mais prazer ainda quando esse contributo foi para a segurança com que pode ser praticada, especialmente pelas empresas que vendem estas actividades aos menos experientes domingueiros.

À noite, a sessão de fotografias de várias expedições de canyoning por esse mundo fora deixou-me com muita água na boca e fez-me sentir pequenino, apesar da quantidade de canyonings que fiz nas últimas semanas!


O programa de Domingo incluía várias workshops, um simulacro e um canyoning no Gerês. Eu optei pela opção mais barata e radical: fazer canyoning no Gerês em Novembro, com o meu fato de 5/3 milímetros!

O rio escolhido foi o Saltadouro, que não correspondeu às minhas expectativas. Primeiro estava frio! Depois, além de estar frio, estava frio... Enfim, estava frio. Os desníveis e a paisagem ficou aquém de todos os canyonings que já fiz.

No entanto, aprendi bastante pois a actividade foi coordenada por monitores de canyoning que dão formação e, por acaso, até estava uma formanda em teste. Por isso consegui "apanhar" algumas técnicas que me faltaram há umas semanas atrás...


Fiquei também impressionado pelo equipamento que o grupo, de 12, levava. Imensas cordas, mochilas, fatos quentinhos com luvas e capuz, botas especiais de canyoning e apito! Sim, todos tinham apito, esse equipamento essencial da segurança e bastante barato. Eu era o único que não tinha. No final de cada rapel dizia sempre ao colega do lado "apita aí!". Bom, foi outro nível!

09 novembro 2008

EBC - Competição de Bloco e Lançamentos

O meu regresso às competições de escalada, cerca de 2 anos depois da última, foi na prova rainha de boulder, organizada pelo meu clube (NME). Sem treinar há muito tempo e sem escalar em rocha ao fim-de-semana (já devem ter notado que tenho andado no canyoning), não esperava grande resultado.

Mas, para minha surpresa encadeio à primeira tentativa todos os blocos até à dificuldade média! Depois... lesionei-me. Contractura do trapézio, que felizmente não me impedia de escalar, mas não me deixava virar o pescoço. A Romana fez-me uma massagem milagrosa, mas nem assim encadeei mais nenhum bloco. Apesar da lesão, fiquei em 10º lugar, o que é muito bom. Em forma, poderia aproximar-me dos 8 finalistas!

Restava-me a já famosa competição de lançamentos que, mais uma vez, teria de a fazer com dores no pescoço.

A competição consiste em saltar de um conjunto de presas perto do chão para uma presa muito grande, a uma distância cada vez maior, medida na diagonal do ponto de partida. Os atletas vão saltando e quem não agarrar a presa, é eliminado. Sobe-se a presa 5 a 10 centímetros a cada ronda e ganha quem saltar mais que os outros. Simples.


Mesmo sem treinar, senti-me muito bem nos lançamentos. A competição está mais renhida a cada ano que passa, com novos atletas a progredirem cada vez mais e a chegar mais longe. Mas a algumas rondas do final, lá ficaram os atletas do costume: eu, o André Neres e o Ricardo Neves (campeão em título). O Ricardo foi o primeiro a ficar para trás por 2 razões. Primeiro, estava com azar e escorregou duas vezes. Segundo, o André mudou de táctica e continuou a saltar cada vez mais longe.

Eu, no penúltimo lançamento, com "alguma" folga.

O André Neres estava a usar uma técnica muito parecida com a minha e estava a pressionar-me cada vez que subiam a presa para mais longe, pois ele saltava antes de mim, obrigando-me a lançar com sucesso só para me manter em prova.

André a voar no seu último lançamento, no limite.

Mas chegamos a um ponto em que o André já não conseguiu agarrar a presa. Caso eu conseguisse, ganhava a competição de lançamentos.

Concentração antes da "descolagem". Longe não é?

Sucesso. E ainda fiquei com a sensação que podia ter continuado a saltar mais alto.

Esta é uma competição que me é querida. Gosto de lançamentos e, há 3 anos treinei para ser um especialista neste tipo de prova, estatuto que ainda mantenho sem adversários à altura, por enquanto.


Depois da competição de lançamentos, veio a final da competição principal. Coube-me a mim a responsabilidade de arbitrar a final sénior masculina, ganha pelo Zé Abreu com relativa facilidade, seguido de perto pelo André Neres.


Foi um último esforço no culminar de uma das provas mais difíceis de organizar, que envolve mais logística e que tem mais participantes, pela qual o NME está de parabéns, especialmente o Sílvio Morgado que foi o responsável máximo.

Nota: fotos de Alexandre Páris